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Quinta-Feira, 13 Maio 2021, 06:56

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   Divulgação e Notícias





GRATER participou em formação sobre desenvolvimento territorial

A iniciativa, promovida pela Minha Terra - Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local - centrou-se na promoção de competências nos domínios da análise estratégica, da formulação de estratégias e da concepção e avaliação de programas de desenvolvimento local junto das equipas das Associações de Desenvolvimento Local (ADL), como a GRATER, de forma a apoiar a formulação de Programas para o próximo período de programação de fundos comunitários.
O evento, estruturado em 4 sessões de formação, num total de 18 horas por sessão, visou a formação dos quadros técnicos das associações e foi orientada segundo o princípio da formação activa, com a participação dos formandos e a realização de um conjunto de casos práticos de forma a permitir a concretização e aplicação dos instrumentos de concepção e de avaliação de projectos apresentados.
Conceitos básicos; análise estratégica e formulação da estratégia; concepção de programas e de projectos; e monitorização e avaliação de programas e de projectos de desenvolvimento – foram os principais conteúdos da formação.
 
Estratégia
Até 2020
 
É de destacar que entre os objectivos da Estratégia da União Europeia (UE) para 2020 está o “crescimento inteligente, sustentável e inclusivo” que passa por cinco eixos de actuação, sintetizados pelo formador Rui Azevedo.
Assim, entre eles está o emprego, onde se pretende aumentar para 75% a taxa de emprego na faixa etária dos 20-64 anos; a I&D (Investigação e Desenvolvimento)e inovação, onde estipula-se um crescimento de 3% do PIB da UE em investimento (público e privado) nestes sectores; as alterações climáticas e energia, nas quais visa-se reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa em 20% (ou em 30%, se forem reunidas as condições necessárias) relativamente aos níveis registados em 1990) e obter 20% da energia a partir de fontes renováveis, aumentando em 20% a eficiência energética; a educação, com redução das taxas de abandono escolar para níveis abaixo dos 10% e aumentar para, pelo menos, 40% a percentagem da população na faixa etária dos 30-34 anos que possui um diploma do ensino superior; e a pobreza e exclusão social, com o objectivo de um decréscimo de, pelo menos, 20 milhões de pessoas em risco ou em situação de pobreza ou de exclusão social.
Nesse sentido, os objectivos gerais de apoio ao desenvolvimento rural 2014-2020 assentam no reforço de programas e projectos assentes em I&D; na melhoria do acesso às tecnologias de informação e comunicação; no reforço da competitividade das pequenas e médias empresas (PME) do sector agrícola, pescas e aquacultura; no apoio à transição para a economia de baixas emissões de CO2 em todos os sectores; na promoção e adaptação às mudanças climáticas e a prevenção e gestão de riscos; na protecção do ambiente e utilização racional de recursos; na promoção do transporte durável e supressão de obstáculos nas redes essenciais de infra-estruturas; na promover do emprego e da mobilidade de mão-de-obra; na promoção da inclusão social e da luta contra a pobreza; no investimento na educação e em competências/formação ao longo da vida; e na capacitação institucional e na melhoria da eficácia da Administração.
 
Potenciar valores,
Saberes e actores locais
 
Ainda a referir que perante a fragilidade dos territórios de baixa densidade, como os insulares, o responsável pela formação referiu ser importante potenciar e valorizar os valores ambientais e culturais, os saberes-fazer tradicionais, os produtos locais, as infra-estruturas e equipamentos, bem como a dinâmica dos atores locais.
Em termos gerais, entre os atributos de qualidade que um programa/projecto tem de possuir está, em primeira instância, a sua relevância (em consonância com as estratégias locais e nacionais); a sua viabilidade (de recursos, financiamento, calendarização, coordenação, monitorização); e a sua boa gestão (com resultados estimados, riscos calculados, parceiros envolvidos). Estes são três dos atributos essenciais para completar o que se designa por ciclo do programa ou projecto, ou seja, desde a sua concepção, execução e avaliação.



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