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Quinta-Feira, 13 Agosto 2020, 08:34

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   Divulgação e Notícias





ESCOLA PROFISSIONAL ATINGIU MAIORIDADE


A escola atingiu a maioridade. É um projecto consolidado e tem capacidade para continuar a ter sucesso" – assim o refere o director executivo e pedagógico da Escola Profissional da Praia da Vitória (EPPV), Domingos Borges.

À revista "Olhar o Mundo Rural", o responsável refere que, além do projecto pedagógico, essa consolidação será complementada com a construção das novas instalações da escola: "isso vai dar-nos outro alento, e permitir fazer o que já fazemos, mas com melhores condições e mais qualidade".

Trata-se de um investimento de 6,5 milhões de euros, recorda, que acaba por ser demonstrativo da credibilidade da EPPV: "a partir do ano que vem, em 2013/2014, vamos estrear um novo edifico, objecto de um financiamento público – 95 a fundo perdido por parte do ProConvergência–, o que significa que as autoridades regionais e instituições locais reconhecem-nos como um projecto credível e consolidado".

O novo imóvel, adiantou, permitirá não só "uma melhor gestão, com uma estrutura reunida num único só edifício", bem como alargar a oferta formativa: "podemos pensar em fazer cursos de nível V", explicando tratarem-se de cursos de especialização tecnológica (CET) que complementam "a formação dos nossos cursos de nível IV".

Questionado sobre a finalidade a dar à actual sede: "se não conseguirmos alienar, iremos, com certeza, dar uso a este imóvel".


CAPACIDADE

DE ADAPTAÇÃO


 

Domingos Borges destaca o facto de a escola ter dado "a cada momento, as respostas que nos são solicitadas. Temos essa capacidade de adaptação".

Actualmente, contabilizou, a EPPV tem mais de 40 por cento da sua oferta formativa na área da hotelaria, turismo e restauração, com os cursos de cozinha, recepção, bar, andares, pastelaria/padaria.

Mas a escola profissional oferece ainda cursos na área do controlo de qualidade alimentar, na construção civil, da electrónica/electricidade, mecânicas do frio e do gás , na agricultura, explicou.

"Temos diversificado a nossa actividade", adiantou, referindo que além dos cursos de nível IV (equivalente ao 12.º ano de escolaridade), a escola faz ainda formação de adultos, de activos, cursos para a rede Valorizar e para o CEFAPA.

Para Domingos Borges, que está à frente dos destinos da escola desde a sua fundação, a adaptabilidade é uma característica fundamental: "os desafios são constantes e as escolas profissionais quando perderem a dinâmica de serem versáteis, perdem a sua sobrevivência. Temos de ser instituições que, a cada momento, damos diferentes e versáteis respostas".

 


FEIRA PARA

OPTIMIZAR


 

Além da oferta formativa da escola, a instituição participa regularmente em projectos europeus, casos dos programas de aprendizagem ao longo da vida e de intercâmbio (Comenius, Leonardo Da Vinci, Grundtvig); no projecto Eco-Escolas para a educação ambiental; no EQUAL para a promoção da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e na vida; no Parlamento Jovem, ao nível da representação escolar na assembleia regional açoriana; em iniciativas de Educação para a Saúde; e igualmente na criação e produção de produtos multimédia desenvolvidos por alunos e professores da escola, como CD-Rom´s educativos, banda desenhadas, o jornal da EPPV, entre outros.

A escola está igualmente envolvida, de forma regular, em diversos eventos e iniciativas, casos do Festival de Chocolate, entre muitos outros eventos culturais, sendo o mais recente e visível a organização da Feira de Gastronomia do Atlântico, no âmbito das festas da Praia da Vitória 2012: "foi uma experiência nova. A escola participou a nível de organização, com os seus quadros, não tanto ao nível dos seus alunos, nas áreas da hotelaria e controlo de qualidade alimentar", explicou Domingos Borges.

Trata-se de uma experiência "para continuar" com "optimização de sinergias" e integração de "novas actividades e áreas da escola, nomeadamente a área do gás, do frio, das instalações eléctricas".







 


Com dois anos de Transição


ESCOLAS PROFISSIONAIS

COM NOVO REGIME DE FINANCIAMENTO

"Actualmente, as escolas profissionais deparam-se com um novo regime de financiamento", refere o director da Escola Profissional da Praia da Vitória (EPPV). Desmistificando o fim dos apoios do Fundo Social Europeu (FSE), e recordando que o arquipélago continua a ser uma região prioritária para esses fundos estruturais, Domingos Borges explica que as alterações não são aplicadas aos cursos de formação de adultos/Reactivar/Profij que mantêm o mesmo financiamento, ou seja, através de candidatura, com estimativa de custos que, após aprovada, que financia a escola por via de reembolso a 100% (85% do FSE e 15% da Segurança Social/Governo Regional.

Contudo, existem novidades de financiamento para os restantes cursos, que atingem até ao nível IV: "esses cursos passam a ser financiados com base naquilo que se designa de «custos unitários»", ou seja, existe uma tabela pré concebida com escalões onde se enquadram cada um dos cursos.

Neste contexto, o responsável chama a atenção para o facto de existir uma penalização de financiamento para cursos que não tenham um mínimo de 18 alunos por turma: "se baixar dos 18 alunos, por cada aluno que se perde, perde-se 4,35% do financiamento".

 


CRIAR REGIMES

DE EXCEPÇÃO


 

Neste momento, informou, está a decorrer um período de dois anos de transição deste novo modelo de financiamento das escolas profissionais.

"Todas as turmas do 2.º ou 3.º ano, independentemente do número de alunos, não terão penalização, para dar oportunidade às instituições de se adaptarem ao novo modelo".

Em relação à EPPV, garante, este é um facto que não afectará o estabelecimento de ensino: "nós aqui, temos uma média superior a 18 alunos por turma. Não prevejo problemas, mas poderão existir problemas em escolas de regiões, ilhas, concelhos, menos populosos. Aí, se o número de alunos for demasiado reduzido, acabam por ter uma penalização demasiado grande".

Domingos Borges fala na necessidade de uma "negociação": "é neste período de transição que temos de fazer uma negociação séria e apresentar contas à tutela para salvaguardar essas situações", adiantando que "se calhar vamos ter de criar regimes de excepção para zonas menos populosas"



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