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Sexta-Feira, 22 Janeiro 2021, 18:16

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   Divulgação e Notícias





“Em dez anos quase triplicámos as nossas produções”


A Fruter – Associação de Produtores de Frutas, de Produtos Hortícolas e Florícolas da Ilha Terceira aposta não só no incremento da produção que, ao longo dos anos tem considerável, como na investigação para melhorar a sua oferta. Um objectivo que, quer a cooperativa, quer a associação que a compõe, perspectivam uma nova dinâmica com a projecção de uma nova Central Hortofrutiflorícola. A revista “Olhar o Mundo Rural” dá-lhe a conhecer a história e a perspectiva futura desta associada da GRATER.

 

Criada no início da década de 90, com base num núcleo já existente de produtores de banana, a Fruter – Associação de Produtores de Frutas, de Produtos Hortícolas e Florícolas da Ilha Terceira surge com o objectivo de diversificação da produção agrícola existente, começando a sua a sua laboração a 1 de Janeiro de 1993.

Volvidas quase duas décadas, quer a associação, quer a cooperativa – as duas estruturas que a compõe – mantém o desiderato original: melhorar a qualidade do produto e o rendimento dos seus 105 produtores associados.

Um objectivo que, desde o arranque do projecto, está na memória, na vontade e na missão do presidente da Fruter/Frutercoop, Fernando Sieuve de Menezes.

“Em dez anos, quase triplicámos as nossas produções”, exemplificou o responsável, explicando que, apesar da susceptibilidade agrícola aos fenómenos ambientais insulares, as hábitos de consumo das populações são responsáveis pela procura dos seus produtos frutícolas, sobretudo da banana, hortícolas, mel e flores.

Um dos últimos melhores anos, conta, foi em 2008 em que o volume de produção rondou as 893 toneladas, sendo destas, 606 toneladas de banana.

Fernando Sieuve de Menezes atribui dois importantes factores para o “escoamento total” da Frutercoop: a maior importância dada aos hortofrutícolas na roda alimentar para consumo humano e à obrigatoridade das cantinas escolares fornecerem alimentações equilibradas. Um circuito para o qual a cooperativa contribui, mas que desejava poder aprofundar ainda mais.

 

Agricultura fora

da recessão

 

“Nós prevemos que haja mais procura, mas devido às dificuldades de mercado da ilha – com duas grandes superfícies comercais que esmagam as pequenas empresas – os nossos acessos são dificultados”, referindo-se aos grandes volumes de produção que os “hiper-contratos” pressupõe.

O responsável não tem dúvidas que “o regresso à terra” e às lojas de proximidade são um fenómeno que há já ano e meio se sente na ilha, perante a “recessão” que se avizinha: “nesse período de recessão, o sector agrícola será o menos afectado, porque é o básico”.

É por isso que Fernando Sieuve de Menezes refere que a Frutercoop está a apostar “no aumento da área de produção dos nossos associados”, referindo estar em curso, entre muitos, a reconversão da actividade agropecuária para a hortofruticultura.

Pro necessidade ou vocação, um facto é a entrada de novos sócios “sobretudo jovens”, explica: “há uma franja de pessoas novas a entrar para a Fruter, que já sabe o que quer, que já surgem a produzir determinados produtos que não há no mercado e que já conhecem o nosso trabalho”. Tudo factores que, para o responsável pela Fruter, representam mais-valias para a cooperativa e para o mercado. “A estratégia da cooperativa é analisar, a cada momento, as necessidades do mercado”, adianta.

O exemplo disso está na aposta que a Fruter, apesar de já os comercializar, quer fazer na batata-doce e no inhame: “queremos comprovar cientificamente as qualidades que estes produtos tem na alimentação” para repensar e fortalecer as suas vendas.

 

Nova sede e Central

Hortofrutiflorícola

 

Actualmente com sede na Canada Nova, n.º 32, Santa Luzia, em Angra do Heroísmo, a Fruter já perspectiva a sua evolução em novas instalações, a criar de raíz, junto à zona da Vinha Brava, através da construção de uma Central Hortofrutiflorícola ao longo de 2.600 metros quadrados.

Um investimento de 2,7 milhões de euros que contarão com apoios de verbas comunitárias, do Governo Regional e da Fruter.

Fernando Sieuve de Menezes antecipa o arranque da obra para 2012 e descreve que dela surgirá um espaço “moderno, totalmente equipado, que vai permitir à Frutercoop ter todos os procedimentos de recepção, normalização e expedição dos produtos”. Com três naves separadas, uma para a hortofruticultura, outra para a floricultura e uma tercera para a apicultura, a futura Central da Fruter vai ter espaços diferenciados para poder implementar o sistema de segurança alimentar, de acordo com a aplicação do método HACCP.

 

Divulagção

e investigação

 

Para a Fruter, membro da Federação Agrícola dos Açores, a promoção e divulgação de todos os produtos produzidos pelos seus associados tem sido uma preocupação, não só através de feiras de âmbito regional e nacional, como internacional; através de concursos horto-frutícolas e concurso de mel, produto que a Fruter tem certificado; por via da presença em vários encontro de foro científico ou comercial; e pela promoção de várias acções de formação, como jornadas técnicas, dias de campo, cursos de formação entre outros.

O trabalho de aperfeiçoamento dos produtos da Fruter tem sido desenvolvido em parceria com a Universidade dos Açores e a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas através de vários programas de colaboração.

Para mais informações sobre a Fruter, consulte www.fruter.pt.


A GRATER na Fruter


Para o presidente da direcção da Fruter e da Frutercoop, estruturas que desenvolvem a sua acção com uma equipa de perto de dez pessoas, entre engenheiros, pessoal administrativo e funcionários, o papel da Associação de Desenvolvimento Regional GRATER foi “fundamental” pelo “financiamento de proximidade” que permitiu à cooperativa.

“Consideramos que a actividade desenvolvida pela GRATER, na sua área de intervenção, tem sido muito boa porque permite às pequenas e médias empresas financiarem-se para aguns projectos com o chamado «financiamento de proximidade» que tem uma agilidade de funcionamento que não tem nada a ver com outros financiamentos que existem”, considerou Fernando Sieuve de Menezes.

O responsável referiu que “a Fruter, quando arrancou com a floricultura, teve vários apoios dados pela GRATER, apoios a 50 por cento nalguns equipamentos que comprámos que foram fundamentais a nivel informático e ao nível da qualidade de trabalho que pretendíamos para os nossos técnicos e funcionários”.

O responsável pela Frutercoop, cooperativa associada da GRATER, refere que os apoios da associação de desenvolvimento local “permitiu-nos equipar com uma resposta mais célere e cuidadosa em termos de tudo aquilo que desenvolvemos na actividade da hortofrutifloricultura”.



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