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Segunda-Feira, 26 Julho 2021, 22:55

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   Divulgação e Notícias





De sala-museu a referência espeleológica nacional


Começou com o interesse das expedições ao interior da ilha Terceira. Depois a recolha de “tesouros” das cavidades vulcânicas obrigou à criação de uma sala-museu. Hoje, o centro de interpretação d´ Os Montanheiros é já uma referência regional e nacional. Paulo Barcelos, presidente da direcção desta colectividade associada da GRATER- Associação de Desenvolvimento Regional, faz-nos uma viagem pelo tempo e pela sede da Sociedade de Exploração Espeleológica, localizada na Rua da Rocha, em Angra do Heroísmo.

 

Com as primeiras expedições espeleológicas d “Os Montanheiros” surgem as primeiras amostras das singulares estruturas e formações naturais, que as cavidades vulcânicas das nossas ilhas encerram. Eram alvo de interesse científico e uma forma de suscitar a curiosidade das pessoas, aliciando-as a uma causa que então estava a começar.

Umas após outras, as amostras tornaram-se num conjunto digno de ser exposto. De forma muito rudimentar, em cima de simples prateleiras, em finais dos anos 60 era já uma colecção dinâmica, que na época atraía a visita dos mais curiosos.

Mais expedições e mais trabalho de campo foi sendo realizado, tendo-se criado, na década de 70, um pequeno espaço expositivo. De quando em vez organizavam-se aberturas à população, em que o material era apresentado de uma forma mais cuidada.

Na década de 80, com a primeira sede própria da associação, foi construído um espaço para sala-museu, a que foi atribuído o nome de “Museu Vulcanoespeleológico Machado Fagundes”, numa invocação à memória de um sócio a quem os Montanheiros muito ficaram a dever.

 

Rico espólio

de grutas e algares

 

Ao longo do tempo a associação veio a enriquecer esta sua sala-museu com diversas formações, características das grutas e algares, dispersos pelo arquipélago, mas não só, constituindo assim o rico e diversificado espólio de amostras que possui e que permite ao visitante e entendido um melhor conhecimento da geologia destas ilhas.

Tão valioso material, como o que aqui se pode encontrar, justificava um importante investimento no seu acondicionamento e exposição. Cientes dessa importância, foi-se, ao longo dos anos, melhorando o espaço museológico e novas exposições foram montadas.

Durante os anos 90, procedeu-se às últimas obras de ampliação da sala-museu, bem como a diversas beneficiações do espaço e estruturas de apoio, transformando-o no actual museu, onde estão representados materiais e estruturas diversas resultantes na génese vulcânica destas ilhas.

 

Xiloteca, colecções,

fósseis, fotos e 3D

 

É possível encontrar também a representação 3D em maqueta de seis das nove ilhas dos Açores, uma xiloteca, uma colecção sobre barros da Terceira, fósseis, um extenso conjunto de fotografias sobre paisagens das ilhas, a representação de áreas protegidas nos Açores e outras curiosidades.

Actualmente é visitado por muitas centenas de curiosos e interessados, nomeadamente grupos escolares. É agora um espaço de acção didáctica junto dos alunos que o frequentam, e que ao mesmo tempo apoia no conhecimento todos os visitantes que acorrem a estas paragens.

O Museu Vulcanoespeleológico Machado Fagundes é um dos centros de interpretação dos Açores, aberto a curiosos e a especialistas na área e que mereceu destaque na página da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, que pode ser consultada em http://siaram.azores.gov.pt/centros-interpretacao/museu-montanheiros/_intro.html.

 

 


Paulo Barcelos, Presidente da Direcção d´ Os Montanheiros


Fotos: Paulo Henrique /SIARAM



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