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Sexta-Feira, 22 Janeiro 2021, 18:50

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   Divulgação e Notícias





Qualidade audiovisual a alta definição



A alta definição é o desafio imediato do moderno e ímpar estúdio multimédia da produtora VITEC. O empresário Paulo Feliciano fala na importância do audiovisual como forma de divulgar e fortalecer a identidade de uma ilha, de uma região, e de potenciar os seus negócios.

 

Empreendedorismo será a melhor palavra para descrever o projecto do empresário Paulo Feliciano que criou, no Cabo da Praia, na Praia da Vitória, um dos mais modernos e inovadores estúdios de multimédia da ilha Terceira e inclusivamente dos Açores.

A produtora VITEC- Video Information Technologies está, de momento, a  apostar na televisão de alta definição. Uma realidade, já em curso, e à qual não quer perder o rumo: “a Europa, em 2012, vai passar para produção de televisão em alta definição e nós não queremos ficar para trás. Vamos seguir essa tendência e fazer o upgrade de todo o nosso equipamento para alta de definição”.

Trata-se de um projecto, apoiado por via da GRATER- Associação de Desenvolvimento Regional, com perto de
125 mil euros de investimento, co-financiado a 60 por cento pelo PRORURAL.

É na nova infra-estrutura, criada de raiz para a produção audiovisual, com vista sobre o porto e baía da cidade praiense, que Paulo Feliciano explica, com o entusiasmo que o caracteriza pelas novas e mais modernas tecnologias que incessantemente tenta obter, que quer crescer mais: “o futuro passa também por expandir a cobertura a outras ilhas. Algo que já começámos, mas temos que chegar a mais ilhas porque temos capacidade para isso”.

“Uma das soluções tecnológicas que temos permite-nos ter câmaras, por controlo remoto, a emitir a partir de outros espaços. Fazia sentido ter outras ilhas ligadas ao estúdio”, exemplifica.

Mais, avança: “podemos ter um canal online ligado a outras redes de televisão por cabo a salas com plateias”. Isto porque, as novas técnicas que faz questão em investir hoje em dia já permitem que qualquer pessoa possa ligar uma televisão ao computador e, a partir deste, obter “uma imagem de ecrã completo com a toda a qualidade” dos programas emitidos com a assinatura VITEC.

 

Estúdio

multifacetado

 

“Porta aberta para o mundo” – a internet – como a apelida Paulo Feliciano, precisa de fazer mais parte do léxico e da acção dos açorianos, sobretudo no que diz respeito à rentabilização das suas potencialidades.

“Este estúdio foi pensado para servir vários mercados e para ser multifacetado. Conseguimos ir desde a produção de um programa televisão tradicional, até termos o pormenor do acesso para veículos dentro do estúdio para, se for necessário, fazer um anúncio de um carro, cujo produto final pode ser animado com fundo chroma key em computador, até à realização de animações gráficas, edições a várias câmaras, passando para emissões na internet, produtos de DVD, aluguer de equipamento, entre outros”.

Esta variedade de serviços, acresce, estão adaptados para o que mercado “localmente e fora das ilhas” necessitar.

“Costumo dizer que este é um espaço que, embora seja privado, quero que funcione na óptica do público. Se uma pessoa vem ter comigo e diz que tem um projecto de produção eu digo que só não o fazemos se não for possível. Porque não há questões de falta de orçamento que nos vão limitar, não há questões de falta de equipamento que nos vai impedir. Só se não for mesmo viável, é que não se faz. Caso contrário, vamos conseguir fazer”.

 

Formar e criar

empregos

 

É com este espírito de busca permanente que Paulo Feliciano fala na importância deste projecto no âmbito da ruralidade que caracteriza a região em que se insere: “além dos pequenos empregos especializados que são sempre uma mais-valia muito grande para a região”, há também a formação e o know-how que a VITEC têm dado ao longo dos anos: “muitos dos técnicos que passaram por cá ou estão a trabalhar na área ou são grandes profissionais noutras casas”.

“Nós não somos só uma escola, demos formação e oportunidades de trabalho a muita gente”.

Mas a visão de Paulo Feliciano é mais abrangente. Por convicção e experiência: “vamos para além disso. Em termos da promoção turística, todos os produtos e serviços que temos criado leva-nos a tocar em variadíssimas áreas, desde a restauração, hotelaria, etc”. Isto porque, explica, “quando fazemos uma promoção turística à escala global, via internet, estamos a atrair um grande potencial de crescimento que vai tocar em todos os sectores da sociedade em geral”.

Ao fazer a cobertura das múltiplas festividades locais, dos muito procurados carnavais terceirenses dos diversos eventos tauromáquicos, entre outros, esta produtora local acaba por promover e consolidar a identidade da própria ilha: “há potenciais de desenvolvimento em aspectos que se calhar pensamos que só serve para a nossa diversão”.

 

A arquitectura

de uma lente

 

Pensado até ao mais ínfimo pormenor, o novo estúdio da VITEC, resultante de um investimento de meio milhão de euros em infra-estruturas e equipamentos, destaca-se da paisagem pela sua arquitectura.

“Não queríamos só construir um espaço funcional, pensamos em criar algo que fosse bonito e tivesse ligação com a área em que trabalhamos”, assim se explica a volumetria do imóvel cuja simbologia da arquitectura transpôs para este estúdio a representação de uma câmara, de uma lente de filmar”.

Nada foi deixado ao acaso: “fomos ver vários espaços no Continente e em São Miguel, trabalhamos com vários técnicos, peritos na área do som e vídeo até definirmos o projecto de arquitectura”.

O resultado?: “este é um espaço, construído de raiz, a pensar na produção audiovisual, na funcionalidade em todas as aplicações tecnológicas e sobretudo a pensar no futuro”.

Agora, o desafio, é peremptório a afirmar é: “conseguir expandir o mercado publicitário para essas áreas, tanto cá, como no estrangeiro”.

 

Empresário

aos 16 anos

 

Paulo Henrique Feliciano, 36 anos, natural de Angra do Heroísmo, residente na freguesia do Cabo da Praia, é um empresário desde os 16 anos: “criei a VITEC aos 16 anos”.

Com formação técnica em cinematografia e formação superior em informática e em produção de cinema e televisão, este funcionário do departamento de marketing da 65th Air Base Wing, responsável pelo canal do comandante norte-americano na base militar das Lajes, explora todas as potencialidades do audiovisual no seu estúdio.

Uma prática que, antes, em criança, fazia com os mais banais aparelhos e máquinas: “desde miúdo, que sempre desmontei coisas e tentei perceber como tudo funcionava e a inventar as minhas próprias tecnologias quando achava que aquilo que existia ou era caro demais ou não era tão funcional como pretendia”.

Aliás, alguns dos equipamentos que possui actualmente na produtora tem a sua autoria na criação, sobretudo a nível de programas: “tenho desenvolvido softwares únicos que permitem serviços online diferentes. Como por exemplo, termos um ecrã com resolução completa a fazer várias transmissões em simultâneo, com servidores espalhados pelo mundo. Todas estas tecnologias partiram de pequenas ideias que foram sendo desenvolvidas ao longo dos anos, com muitos testes, muita dedicação, estudo e análise”.

“Há outros que podem comprar uma câmara e fazer uma imagem, outros que podem comprar um computador e fazer uma edição, mas criar um canal de raiz, desde a concepção da ideia até à produção e manutenção de toda a rede informática que permite o canal estar no ar, aí já é mais complicado”.



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