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Quinta-Feira, 13 Maio 2021, 06:23

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   Divulgação e Notícias





25 anos ao serviço do transporte e aluguer de máquinas agrícolas

Aquele que foi outrora o clássico gosto infantil pelas brincadeiras com carrinhos e tractores transformou-se mais tarde em ocupação e concretização profissional.
Foi assim para António Borba, 45 anos, natural da freguesia de São Mateus, que este ano completou 25 anos de actividade. A sua empresa, que presta serviço de transporte de mercadorias e aluguer de máquinas agrícolas, completou um quarto de século no passado dia 6 de Março de 2013.
“Sempre gostei de tractores”, explicou, referindo que tudo começou com a lavoura da família e com o fenómeno que marcou as comunidades açorianas, o da emigração. Depois de o pai de António Borba ter trabalhado nos Estados Unidos da América e regressado, foi a vez do filho, com apenas 16 anos, também se aventurar na industrializada agricultura que na Califórnia, mais precisamente em Turlock, já se praticava na altura.
Foi aí, no Vale de São Joaquim, que António Borba permaneceu durante quatro anos, o tempo suficiente para aprender o que de mais moderno existia no ofício e comprar o seu primeiro tractor: “ainda me lembro que, na altura, custou 1.300 contos”.
Assim, entre 1984 e 1988, período que trabalhou na costa Oeste dos E.U.A., o empresário confessa ter alargado os seus horizontes: “ter estado lá, abriu-me a mente. Eles sempre estiveram à frente nas suas explorações agrícolas. Usavam sempre os melhores equipamentos”.
Regressado à ilha Terceira, o caminho a seguir foi óbvio e é com orgulho que hoje refere: “tenho clientes com 25 anos”.
 
Equipamento
pioneiro

 
Actualmente a António Borba, Tractores Unipessoal possui um total de 49 alfaias agrícolas disponíveis para alugar ou prestar serviços. Entre essas alfaias contabiliza sete tractores, uma retroescavadora, tanques, dois camiões, com e sem grua, atrelados para transportes de gado, e máquinas cuja função tanto prepara os terrenos agrícolas, como os semear, além das ceifeiras-debulhadoras, enfardadeiras e plastificadoras de rolos – a gama é das mais variadas para servir diferentes propósitos.
Com o passar do tempo, o empresário equipou-se com um amplo leque de maquinaria para alargar a sua área de actuação. Nalguns casos, até de forma pioneira.
Caso disso é o de uma alfaia exclusivamente dedicada à limpeza de bermas, a única na ilha. Um investimento avultado que segundo o empresário foi pensado em virtude das melhorias implementadas ao nível da circulação rodoviária na ilha, mais em concreto, na via rápida Angra do Heroísmo/Praia da Vitória. “Quando vi a via rápida a ser feita pensei nos exemplos que observei na Holanda com máquinas que fazem a limpeza das bermas da estrada de forma eficaz e muito rápida”.
A aquisição desta alfaia contou com um investimento co-financiado pelo PRORURAL, apoiado por via da GRATER, no valor de 25 mil euros, estando este equipamento incluído num projecto com um investimento global elegível de 96.709,33 euros com uma taxa de financiamento de 60% tendo em conta a criaçao de dois postos de trabalho.
Com outra finalidade, e apesar de hoje já serem bastante frequentes as alfaias que transportam, enfardam e plastificam fardos, António Borba recorda que a sua empresa foi das primeiras a disponibilizar esses tipos de equipamento na ilha Terceira.
Quanto à escolha do equipamento, António Borba diz ser fiel a uma só marca: “só trabalho com John Deere - é a melhor de todas. Nos países mais desenvolvidos é a marca mais fiável”. Sempre foi assim, refere, mas por vezes é “difícil” estar actualizado com os produtos que são lançados: “há sempre modelos novos”. Novidades que também surgem devido a alterações e desenvolvimentos nos modos de cultivos e manuseio da terra e dos animais.
Mas António Borba não tem dúvidas que, volvidos 25 anos de experiência, um dos aspectos que não pode ser descurado em qualquer empreendimento é, além dos bons equipamentos, o da “auscultação dos mercados”: “vou sempre tentando saber o que é preciso”. Mercados que no seu caso centra-se sobretudo na ilha Terceira, mas a António Borba, Tractores Unipessoal já prestou pontualmente serviços noutras ilhas vizinhas, casos da Graciosa, São Jorge e Pico.
 
Negócio sazonal,
Inverno e crise

 
Se antes eram sobretudo dois factores que pesavam nas variáveis do negócio, hoje eles são três. Além da sazonalidade própria do sector agrícola, relacionada com os ciclos de cultivo/exploração de gado e dos Invernos que, quando rigorosos, como o deste ano, afectam directamente o dia-a-dia da empresa, a crise económica que o país hoje em dia atravessa tem sido mais fortemente sentida este ano.
“No ano passado, por esta altura, já tínhamos feito o dobro do serviço”, referiu.
“Devido ao Inverno que tivemos as pastagens não se fizeram, os terrenos estiveram muito molhados e isso afectou o nosso serviço”, explicou, acrescentando que outros dos factores está no facto de os agricultores se terem equipado igualmente com alfaias.
Apesar de tudo, actualmente tem uma carteira de 440 clientes, emprega permanentemente dois funcionários, valor que, nas alturas altas de trabalho é sempre dilatado para cerca de seis trabalhadores.
 




Futuro de empresa
Passa por novo armazém
Actualmente a empresa de transporte de mercadorias e de aluguer de máquinas agrícolas de António Borba tem, entre os seus maiores projectos a construção de uma novo armazém, criado de raiz, que deslocalizará a empresa do centro da freguesia de São Mateus, para a sua periferia, no Negrito.
Trata-se, refere o empresário, de uma “necessidade” que, com o passar do tempo, tem-se afigurado cada vez mais “urgente e prioritária”, devido ao crescimento do negócio assente no aumento de maquinaria que, por seu turno, carece de maior e melhor área coberta.
As actuais instalações, refere, já não são as ideais para dar resposta ao serviço, nem em capacidade de armazenagem, nem em facilidade de circulação, tendo em conta a grande volumetria de algumas alfaias que transitam nas exíguas estradas de acesso ao armazém da empresa.
O futuro armazém já tem projecto aprovado, carecendo agora de apoios de fundos comunitários para um investimento que ronda os 200 mil euros.
“É por aqui que passa o futuro da empresa”, garante António Borba.
 



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