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Terça-Feira, 27 Julho 2021, 00:27

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   Divulgação e Notícias





“Acção da Cooperativa Praia Cultural é transversal ao concelho”

GRATER: Responsável pela política cultural autárquica da Praia da Vitória, que papel tem hoje a Cooperativa Praia Cultural?
Tibério Dinis (T.D.): A Cooperativa Praia Cultural é a entidade parceira do município na concretização da política cultural municipal. Tem a seu cargo a organização e promoção dos eventos culturais sob chancela da autarquia, sendo, por isso, o principal dinamizador cultural no concelho da Praia da Vitória.
GRATER: Como classifica a evolução que a cooperativa teve ao longo dos anos, desde a sua constituição em 1998?
T.D.: Sendo, hoje, o principal dinamizador cultural do Concelho, só posso concluir que a Cooperativa teve uma evolução muito positiva, fruto do trabalho dos seus colaboradores e de todos aqueles que, ao longo dos anos, geriram a instituição. Ao longo destes anos, o concelho da Praia da Vitória tem sido palco de inúmeras manifestações culturais, quer de índole mais popular quer de índole mais erudita, conseguindo chegar a vários públicos e várias gerações. Tem, pois, concretizado políticas culturais transversais e descentralizadoras, uma vez que a sua acção não se confina à cidade ou às infraestruturas culturais municipais. Prova disso são as Ondas Culturais, por exemplo, que celebram as manifestações culturais nas freguesias e, em paralelo, dinamizam acções nesses locais.
GRATER: Qual o universo afecto à Cooperativa Praia Cultural?
T.D.: A Cooperativa Praia Cultural gere o Auditório do Ramo Grande e a Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, tendo também ação na Biblioteca Municipal e na Casa Vitorino Nemésio. São infraestruturas que simbolizam o trabalho da instituição, mas que não o esgotam, porque a ação da cooperativa é transversal ao concelho, quer em iniciativas próprias quer em iniciativas cuja organização apoiamos ou promovemos. A equipa é formada por quadros jovens, conscientes da importância e da estratégia cultural municipal, os quais, dia-a-dia, se empenham em concretizar da melhor forma várias iniciativas. O sucesso deste projeto é, acima de tudo, mérito desta equipa.
 
Apesar da crise, mantém-se
calendário cultural
 
GRATER: Numa altura de dificuldades financeiras na gestão pública, qual o papel da cultura para o município praiense e o volume de investimento a ela dedicado?
T.D.: Nos últimos anos, fruto da crise, todos os setores sofreram cortes significativos nos seus orçamentos. A dinamização cultural municipal não é exceção. Contudo, fruto de muita criatividade e esforço, temos conseguido manter uma agenda cultural preenchida e diversificada, promovendo os valores e a produção locais, mas também trazendo projetos externos. Em paralelo, continuamos a apostar fortemente nos marcos do nosso calendário cultural: a quadra natalícia, o Carnaval, as Festas da Praia e o Outono Vivo. São eventos que não só enriquecem a nossa cultura como contribuem significativamente para a economia e comércio locais. Aliás, tem sido esta a nossa linha mestra: dinamizar eventos e projetos que enriquecem culturalmente o nosso Concelho, mas que, ao mesmo tempo, contribuam para a economia local e para a formação de novos artistas e públicos.
GRATER: Que vantagens encontra a Cooperativa Praia Cultural em ser associada da GRATER?
T.D.: A associação GRATER tem sido uma mais-valia particularmente pelo apoio dado a determinados eventos e infraestruturas. Contudo, olhamos a GRATER mais como um parceiro do que como um apoiante, porque entendemos que a cooperação e a parceria são as chaves para que se consiga fazer mais e melhor com cada vez menos recursos.
GRATER: De que forma a ilha Terceira, com dois concelhos, e duas ofertas culturais distintas, tem articulado agendas para um melhor aproveitamento por parte das populações?
T.D.: Existe uma preocupação – sobretudo informal – em que as agendas de ambos os concelhos não sejam concorrentes, mas complementares. É um trabalho que resulta do excelente relacionamento entre ambos os municípios e que continuamos a aprofundar.
 
Praia: Cidade
dos Livros
 
GRATER: Que projectos ou áreas a Cooperativa Praia Cultural gostaria de enveredar, que ainda não o tenha feito?
T.D.: Estamos constantemente à procura de novos projetos e novas áreas, procurando, dessa forma, corresponder à evolução natural dos públicos e das manifestações culturais. De qualquer forma, não esquecemos as nossas tradições, que são centrais na nossa acção, uma vez que defendemos que o nosso passado é essencial para compreendermos o presente e perspetivarmos da melhor forma o futuro. Atualmente, apostamos fortemente na recuperação da vida e obra de várias personalidades do Concelho, caso de Vitorino Nemésio, e, em paralelo, estamos a desenvolver o conceito Praia – Cidade dos Livros, através do qual pretendemos diferenciar-nos culturalmente e turisticamente.
GRATER: Como pode evoluir o projecto cultural da Cooperativa?
T.D.: A evolução da Cooperativa Praia Cultural será o resultado natural da sua ação presente. Atualizar-se-á ano após ano, porque se mantém atenta a novas manifestações culturais, nunca pondo de parte o seu passado e, acima de tudo, o passado cultural deste concelho.
 
Contactos
Morada:
Rua Serpa Pinto n.º 66
Rua dos Remédios n.º 5
9760-438 Praia da Vitória
Telefone: 295 545700/1/2/3
www.cmpv.pt/cultura

 


 



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