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Quinta-Feira, 13 Agosto 2020, 07:38

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   Divulgação e Notícias





Manter a qualidade do Queijo Vaquinha

Quando, há quinze anos atrás, começou a produzir o Queijo Vaquinha, João Cota, de 62 anos, natural da freguesia das Cinco Ribeiras, em Angra do Heroísmo, já sabia o que pretendia para a produção da mais antiga marca de queijos da ilha Terceira: uma fábrica que, além da manufactura, trabalha a arte de bem receber. Uma máxima que tanto se aplica à comunidade onde se insere, às populações locais que compram e saboreiam o queijo no local, como aos turistas e estrangeiros cujos circuitos de visitação já incluem de forma habitual, uma paragem na Fábrica do Queijo Vaquinha, associada da GRATER.
Isto porque, explica o proprietário, além da produção da fábrica para venda em diversos estabelecimentos comerciais na ilha e fora dela, hoje a marca está virada para o turismo. Um intuito que foi assim planeado e concretizado: “já na altura, quando fizemos investimentos, pensámos que seria usado também para quem nos visita, para os turistas”.
É por isso que, anos mais tarde, em 2002, decide investir não só na modernização da fábrica, como na ampliação da sala de visitação e de provas para apostar nos momentos de degustação e de convívio in loco. Um investimento co-financiado pelo PRORURAL/FEADER, apoiado por via da GRATER, no valor de 54 mil euros.
Uma estratégia, conta, comercial e a pensar o futuro: “se estivéssemos só a produzir queijo, o negócio não se justificaria”.
Daí que nas épocas altas do Verão, acrescenta, “90 por cento do nosso queijo é levado pelos turistas e vendida aqui”. No restante ano, a venda do Queijo Vaquinha acontece em estabelecimentos comerciais, desde as grandes superfícies aos pequenos mercados e lojas.
Nos Açores, os produtos Vaquinha chegam às ilhas de São Miguel e Faial. Fora das ilhas, os produtos são vendidos em Lisboa, através do “Espaço Açores – Tradição & Gourmet”, localizado na baixa da capital: “duas vezes por mês, estamos enviando queijo para Lisboa”.
 
Continente e Madeira:
Mercados por conquistar
 
João Cota diz que lhe interessa o mercado nacional e o da Madeira e, não fossem os custos relacionados com o transporte, essa intenção já estaria mais rapidamente concretizada e implementada além-lhas.
Para já, adianta, estão estabelecidos contactos com uma grande superfície no arquipélago vizinho. Uma oportunidade de negócio que a empresa familiar vê com bons olhos. Até porque, acrescenta, parecem existir semelhanças nos paladares insulares: “os madeirenses que nos visitam gostam muito do nosso queijo e levam muito queijo consigo”.
Além de pretender, de forma tranquila, conquistar outros mercados, o empresário refere necessitar, com mais premência, de aumentar a zona de visitação: “a sala já está a ficar pequena”
Pequena é igualmente a estrutura humana que sustenta esta conhecida marca terceirense. A empresa familiar não poderia ser mais … familiar. A trabalhar ao lado de João Costa está, não só a esposa, como os dois filhos do casal e duas cunhadas. Junta-se ainda ao grupo um ou outro ajudante, consoantes as altura do ano, mas o centro deste empreendimento é composto assim por forte ligações familiares.
O empresário, esposo, pai, cunhado diz-se orgulhoso de ter a família unida em torno do Queijo Vaquinha, sobretudo quando se trata dos filhos que darão continuidade ao seu trabalho: “quem é que não se sentia orgulhoso?”.
Outra razão que deixa-o orgulhoso, não deixe de salientar, é o horário de abertura: “estamos abertos todos os dias, ou seja, 365 dias por ano, das 10H00 às 22H00. Como nós, só os chineses!”.
 
Qualidade
vs quantidade
 
Nesta pequena unidade fabril, onde a produção máxima não ultrapassa os 2.000 a 2.500 litros diários, a palavra de ordem é “qualidade e não quantidade”: “não podemos competir com os produtos das grandes fábricas. Dada a qualidade do nosso queijo e a dimensão da nossa empresa, temos de nos demarcar pela diferença”. O fabrico artesanal dos queijos Vaquinha dá-lhe, por isso, outro “valor, história e tradição”, acresce João Cota.
Valores que têm divulgado também em feiras e certames expositivos. O Queijo Vaquinha marca presença numa média de sete a dez feiras nacionais e internacionais por ano.
Nesses encontros, João Cota garante que o seu produto é deveras único: “tenho visto muitos tipos de queijo, diferentes na sua fabricação, no seu sabor, mas com o formato do nosso, ainda não vi nenhum”.
As novas tecnologias de informação e comunicação têm sido igualmente um mecanismo usado para promover a casa. A página de facebook do Queijo Vaquinha é disso um exemplo, sempre actualizada, para promover os produtos, registar acontecimentos e visitas e, dessa forma, fidelizar clientela.
Para este filho e neto de agricultores, todos provenientes das Cinco Ribeiras, o valorizar da freguesia onde nasceu e vive é um ponto de honra porque a fábrica acaba por dinamizar o meio onde se insere: “é o único sítio visitável que fica na zona rural deste lado da ilha”.
São, portanto, várias as razões que hoje levam João Cota a afirmar que tem “sonho realizado”.
 
 




Queijo Vaquinha Fundido
Actualmente a marca Queijo Vaquinha é composta por cinco tipos de queijos: o Vaquinha Tradicional (em formato barra); o Vaquinha Ilha Terceira Pequeno; o Vaquinha Picante; o Vaquinha Ilha Terceira Grande (tipo ilha); e o Vaquinha Fresco do dia.
Além dos queijos, a empresa lançou em 2010 uma gama de iogurtes, sendo actualmente composta por dez sabores.
Como novidade a explorar, mas ainda sem data de lançamento, está a criação do Queijo Vaquinha Fundido. Um produto que, refere o empresário João Cota, poderá ter grande aceitação, não só pelo selo de garantia do sabor do queijo Vaquinha, como por não existirem muitos produtos de fabrico local do género no mercado.
 
 



 
Contactos
Morada:
Canada do Pilar, 5
Cinco Ribeiras
9700-321 Angra do Heroísmo
Telefone: 295 907 138
E-mail:  geral@queijovaquinha.pt
Site: http://www.queijovaquinha.pt
Página de facebook: www.facebook.com/queijovaquinha



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