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Quinta-Feira, 13 Maio 2021, 05:15

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   Divulgação e Notícias





Curso de Iniciação à Prova de Vinhos mobilizou participantes na ilha Terceira

A acção de formação ministrada pelo presidente da Associação de Escanções de Portugal, Rodolfo Tristão juntou 15 formandos, entre 13 a 15 de Maio, na Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira, na Praia da Vitória, e 18 participantes, de 10 a 12 de Junho, na sede dos Montanheiros, em Angra do Heroísmo.
O curso, de nível I, foi frequentado em horário pós laboral de forma gratuita, e nele foram tratados diversos temas, desde as noções básicas sobre a produção vitivinícola, as regiões portuguesas produtoras, as técnicas de vinificação, a harmonização do vinho com a comida ou com menus de degustação, etc., com a realização de provas práticas e momentos de degustação.
 
Escanções a “veicular”
os vinhos açorianos

 
À revista “Olhar O Mundo Rural”, Rodolfo Tristão, que refere acompanhar os vinhos açorianos há sensivelmente 5/6 anos, refere que “tem existido uma grande evolução ao nível da qualidade”, essencialmente nos vinhos brancos: “os Açores têm de apostar e cimentar a qualidade dos seus vinhos brancos. E depois, com calma, pensar os tintos. Mas os brancos têm de ser a bandeira dos Açores”.
Segundo o responsável pela Associação de Escanções de Portugal as particularidades da produção vitivinícola açoriana podem ser potenciadas por estes especialistas.
“Acho que tem de se arranjar um outro veículo de promoção dos vinhos açorianos, mais específico, mais dirigido a restaurantes do que a garrafeiras”, ou seja: “vender os vinhos açorianos através de restaurantes com escanção para que estes especialistas sejam o veículo de promoção do vinho dos Açores”.
“Se no continente tiverem 10 a 20 restaurantes no país inteiro com estas condições se calhar torna-se mais fácil promover e dar a conhecer os vinhos açorianos”.
Um conhecimento que o escanção refere ser difícil até nos restaurantes insulares: “os próprios restaurantes locais têm dificuldades em saber como podem servir os vinhos açorianos aos seus clientes.”
 
Dificuldades da
Micro-Produção

 
O especialista reconhece as dificuldades da “micro-produção” açoriana: “a produção é insuficiente para garantir todos os anos a mesma quantidade. Logo aí, a nível de mercado é sempre mais difícil. Mas no continente, há outras sub-regiões que são parecidas, cujo preço sobe um bocadinho, mas que já têm algum historial, enquanto nos vinhos açorianos esse historial está mais nos licorosos, como por exemplo, no Xico Maria dos Biscoitos, no licoroso do Pico. Por isso, quando os vinhos açorianos chegam ao continente estão a preços que levam as pessoas a comparar com outros. E fica mais barato comprar duas garrafas do Douro ou do Dão que uma dos Açores. E lá está, sem promoção e não conhecendo, a pessoa opta pelo preço. Mas também é difícil fazer promoção de uma produção tão pequena”.
Daí Rodolfo Tristão defender uma venda/promoção do vinho junto de restaurantes com escanções, com mais conhecimento. Nesse âmbito, as acções de formações abertas à população, como a que veio ministrar nos Açores, são de “grande importância”: “quanto melhor soubermos apreciar os vinhos, mais críticos podemos ser, e se somos mais críticos, mais podemos melhorar os produtos da terra”.
“Todas as pessoas em Portugal pensam que percebem de vinhos. É um problema típico dos países que produzem vinhos, como acontece em Espanha, França, Itália. Precisamos destes cursos para termos noções de como se provam os vinhos e depois catapultar esse conhecimento para os restaurantes, porque são estes que têm de entender o cliente final.”
É por isso, que em jeito de conclusão, o escanção referiu o seguinte: “as pessoas que vêm aos cursos têm de ser críticos nos restaurantes, mas críticos de forma construtiva. Isto é: fazer ver que estão a ser mal servidos ou combinados com as comidas, que as temperaturas estão erradas, que os copos são mal escolhidos. Só assim podemos ajudar a melhorar.”
 






Opinião dos participantes


Praia da Vitória


Sandra Costa
É a primeira vez que participo neste tipo de iniciativas e estou a gostar muito. Dá uma visão global para sabermos apreciar os bons vinhos e para sabermos fazer as melhores combinações com a comida. Este primeiro curso despertou-me o interesse para aprender mais sobre o assunto.
 
Carla Rosa
Está a ser uma experiência muito boa. Vou sair deste curso com melhores conhecimentos. Agora, em vez de “gosto”, “não gosto”, vou saber mais sobre vinhos. Esta está a ser uma iniciativa muito positiva, que gostava que se repetisse.
 
Hélio Fonseca
Estou a adorar. Como trabalho na área, sou chefe de sala de restaurante, é uma oportunidade excelente para sabermos mais sobre que vinhos devem acompanhar que comidas. Nunca imaginei que poderíamos aprender tanto em apenas 3 dias.
 
Marta Costa
Está a ser uma iniciativa muito interessante e que devia ser generalizada a toda a restauração da ilha. Penso que ainda há falta de formação deste tipo junto dos profissionais da área. Para mim, tem-me dado mais sensibilidade e informação para saber combinar os vinhos e a comida.
 
 
Angra do Heroísmo


Álvaro Canto
Estou a gostar muito. Já tive formações do género, e como técnico de vendas de bebidas/vinhos, gosto sempre deste tipo de iniciativas, são sempre importante do ponto de vista profissional. O formador é muito humano, explica tudo de forma acessível. Acabamos sempre por aprender coisas novas.
 
João A. Silva
É a primeira vez que participo num curso do género. Fi-lo porque gosto de vinho, sou um grande apreciador. Já conheço algo sobre vinhos, mas acabamos sempre por aprofundar o nosso conhecimento e visão para os escolhermos e apreciarmos melhor com certas refeições.
 
José Gonçalves
Trabalho num armazém de vinhos e gosto de aprender para poder explicar aos meus clientes. Esta é uma forma de aperfeiçoamento não só profissional, mas igualmente pessoal, porque aprecio vinhos e forma como devem ser combinados com a comida.
 
Alcide Menezes
Estou a ter uma outra visão acerca dos diferentes tipos de vinho e da forma como estes devem acompanhar os pratos de carne ou de peixe. É muito interessante e acho que devia haver mais iniciativas deste género, sobretudo junto da restauração.



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